sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Prefeitura tenta expurgar seus erros ao refazer o Processo Seletivo Simplificado


Imagem: http://bit.ly/2htYqsr
Ao refazer o Processo Seletivo Simplificado, a Prefeitura Municipal de Várzea/RN confirmar os seus vários erros nesse certame, erros esses que foram questionados pelo MP, e tenta equalizar e apagar a mancha de um processo cheio de vícios.

A princípio, a banca responsável estava composta pelos seus, funcionários comissionados, e inclusive o irmão do atual gestor. Comprometendo a isonomia do certame ao ponto de chegar ao que estamos vendo no desenrolar dos fatos.
Em sua grande maioria, os que foram selecionados, já encontravam-se prestando serviço a prefeitura municipal, de forma que soou estranho, justamente por eles figurarem nas primeiras posições do Processo Simplificado.

Depois, ao ser instado pelo MP, o executivo municipal não apresentou os dados dos que estavam disputando os cargos. Os currículos e avaliações foram extraviadas, e isso durante o processo de investigação do Ministérios Público, que foi acionados por vários dos que participaram do Certame.

<Veja os nomeados para a antiga  Comissão do Processo Seletivo, veja aqui>

Art. 1º. Nomear: Comissão para Realização e Execução do Processo Seletivo e a Bancada de Avaliação, do Processo Seletivo nº 001/2017 será composta pelos seguintes membros:

I _ Senhor Edivânio Belo da Silva
II – Senhor José Roberto Belo
III – Senhor José Rosivaldo Silva
IV – Senhor Carlos Adriano Ribeiro da Silva
V – Senhor Manoel Viana da Silva Neto


<Comissão do novo Processo Seletivo, veja aqui>

Art. 1º. Nomear: Comissão para Realização e Execução do Processo Seletivo e a Bancada de Avaliação, do Processo Seletivo nº 001/2017 será composta pelos seguintes membros:

I _ Senhor EDILEUSA ALVES DA CUNHA CRUZ
II – Senhor ARNALDO ELIAS BARROS
III – Senhor JOSÉ ROSIVALDO SILVA
IV – Senhor ROSILENE DA SILVA NUNES OLIVEIRA
V – Senhor MANOEL VIANA DA SILVA NETO
  
Um legislativo ausente no seu poder de fiscalizar

Por ter transformado a Câmara Municipal em um puxadinho, o gestor se exime em ter um processo de investigação, exemplo disso seria uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), que se valeria de poder investigativo equiparado ao judiciário, para tentar elucidar certos pontos obscuros.

Além do Processo Seletivo

Quanto ao concurso de erros da nova gestão, o primeiro questionamento seria o decreto por Emergência Financeira, veja aqui, assim como por falta de chuvas, veja aqui, eles foram realmente necessários, e se foram, o executivo respeitou aquilo que estava sendo posto como urgente. Ambos tentavam atestar um período difícil na gestão, com impactos financeiros, porém a promoção de festejos e contratos incomuns não pegou bem a imagem da gestão, fragilizando a ideia de um período difícil. Sem contar com o caso do uso do recurso que deveria amenizar a seca, mas foi utilizado em proveito de um dos seus comissionados e aliados políticos, veja aqui.

O que podemos presumir, é que os extratos financeiros, levados a público pelo site, veja aqui, evidenciou que não havia falta de recursos, e sim optou-se por realizar um decreto que dava a gestão o direito de não licitar e outras maleabilidades, veja aqui.

O que podemos presumir é que em um sistema onde não existe um contra peso, um Legislativo Municipal autônomo em seus atos, independente do seu vínculo com o executivo, o Povo sofre com a a falta de transparência e fiscalização daqueles que são eleitos para realizá-la.

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Entenda o que é uma CPI: http://bit.ly/2vsY9Mp

Adriano de Alexandria Editor

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