sábado, 9 de novembro de 2013

O bônus demográfico de hoje será ônus demográfico de amanhã


A população brasileira passa por um momento único em relação a sua estrutura etária, o chamado “Bônus Demográfico”, ou seja, quando há um número de indivíduos em idade produtiva (16 a 64 anos) maior do que a parcela da população economicamente dependente ( crianças de 0 a 15 anos e idosos de 65 anos em diante) . No entanto, nota-se como consequência, ligada também a esse fenômeno, o aumento substancial do quantitativo de idosos - Segundo o estatuto do idoso, indivíduo com 60 anos ou mais é considerado idoso para efeito de aplicação dos direitos previstos nesta cartilha. O IBGE estima que em 2050 a expectativa de vida será de 81,3 anos). E em 2020 cerca de 13% da PEA (população economicamente ativa) será formada por pessoas da terceira idade. Para termos uma ideia de como esse processo se cristaliza, vejamos a PNAD 2011, cujos números expressam um total de 23.5 milhões de pessoas com mais de 60 anos. Isso é mais que o dobro do registrado em 1991, quando a faixa etária registrava 10,7 milhões de pessoas. Haja vista tal situação faz-se necessário a adoção de políticas públicas voltadas para esse público, uma vez que este necessita de cuidados especiais a fim de ter um envelhecimento ativo, o qual consiste na manutenção da capacidade funcional e autônoma do indivíduo baseada nos princípios de independência, participação, assistência e auto-realização determinados pela Organização das Nações unidas (Who, 2002). Para tanto é preciso entender que as pessoas idosas constituem um grupo heterogêneo. Também será necessário vencer os preconceitos e os mitos arraigados em nossa cultura.
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Os profissionais de saúde e a comunidade devem perceber que a promoção e a prevenção de saúde não é apenas privilégio dos jovens. Tais diretrizes não terminam quando se faz 60 anos. Muito pelo contrário, elas deverão estar mais presente e operante, pois é justamente nessa fase que a saúde necessita de maiores cuidados, em decorrência do curso natural da vida.
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A consecução do envelhecimento bem sucedido pode ser entendido e trabalhado através de seus três componentes: menor probabilidade de doença; alta capacidade funcional física e mental e o engajamento social ativo com a vida (kalache & kickbush, 1997; healphy people 2000).

Texto extraído: Grupo PLASGESCON (Planejamentos de Gestão Contemporânea) - ATELIÊ DE GESTÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS I.

Várzea, tem como um bom exemplo o "Grupo Girassóis". Mas apesar de alguns avanços, ainda temos muito a ser implementado com relação políticas públicas que venham contemplar essa nova fase da população brasileira.
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Foto Prefeitura de Várzea/RN: http://varzea.rn.gov.br/?p=139 - Viagem a Santa Cruz/RN
Adriano de Alexandria Editor

domingo, 20 de outubro de 2013

A apropriação indevida ou concedida e a subutilização do espaço público em Várzea


Uma crescente em quase toda as cidades é a apropriação do espaço público para fins particulares e os vazios urbanos coletivos subutilizados. Nossa cidade não deixa de ter esse desafio a ser superado pelo ente federativo municipal.
Um dos problemas crescente e comumente notado nas cidades é, as áreas públicas sendo tomadas por comércios em grande parte informal, e nossas calçadas se tornando privadas, diminuindo a área de circulação para os pedestres.
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Um outro problema crescente é o uso das praças para fins privados, gerando uma circulação dos usuários de acordo com o comércio instalado em tal local, de certa forma excluindo alguns usuários em detrimento de outros, ou a subutilização das praças públicas, em geral causado pela má conservação do espaço, evidenciando a falta de visão ou de comprometimento do poder local com a gestão de alguns espaços públicos. Não que a concessão ou doação de certos locas estratégicos seja ao todo ruim, mas de maneira sorrateira e interesseira que é realizada evidencia o clientelismo eleitoreiro local.
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Gostaria de elencar um caso recente em Várzea (não tão recente, digamos constante). A ocupação da praça que se encontra atrás da igreja católica. A cerca de alguns anos esse local foi tomado como apoio para o leilão da Festa de São Pedro, e não mais retornou a população local, ou por falta de interesse do poder local, ou pela subutilização do espaço supracitado, ou por algum outro motivo oculto (que cabe ao ocultismo desvendar).
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Há a evidência do descaso por parte do ente municipal, e quando não existe esses problemas citados, o ente federativo se utiliza do clientelismo como base para concessão da grande maioria dos espaços público/privado e da regulamentação de tais espaços. Quando falo em clientelismo, relaciono as crescente doações de alguns locais públicos a interesses particulares privados que ocorreu em Várzea, que foi uma algo que marcou a gestão anterior. Ao meu vê conceder locais públicos para fins privados, movimenta a economia, porém os parâmetro necessários e conveniente, nunca pode ser o clientelismo, e sim a questão social e coletividade do ambiente.
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Há a eminente necessidade de se planejar os vazios urbanos, de uma maneira que privilegie a população, e não a subutilização para fins eleitoreiros. De uma forma geral, o ente público é conivente com essa forma de uso indevida do espaço coletivo quando o mesmo não é o que gera tal situação de forma pensada ou impensadamente.
Adriano de Alexandria Editor

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Há cultura sim!


Frequentemente sou interpelado sobre várzea e sua cultura, principalmente antes da semana da cultura. Sempre expresso estas palavras:
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Em várzea, há cultura sim! Temos identidade, que fora percebida por Deífilo Gurgel. Temos grandes festejos, alguns adormecidos.
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Quanto aos festejos, são esses: Semana da Cultura, Desfile Cívico, A Grande Vaquejada da Festa do Padroeiro, Festa do Padroeiro e torneio de futebol do dia 7 de setembro.
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Temos identidade local: As benzedeiras, inúmeras são elas, gostaria de citar Dona Dalila, uma ilustre varzeana, se não me engano era também benzedeira; Os bonecos de ventos (Feito pelo senhor Severino Preto, que fica em frente a popular Igreja de Robenilson); Trabalho em agave (que já sustentou muitas famílias e foi um produto exportado para fora do país); os tocadores de violas e sanfoneiros nas casas dos amigos varzeanos (tradição esta, que não mais acontece); Boi de Reis na Rua da Pedra (quem já viu, maravilhava-se); Festa do Cruzeiro (que retornou recentemente, graças ao Padre Martins) e a tradicional quadrilha da Rua do Arame (anda adormecida e já não mais acontece).
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Espero que entre estes citados, não tenha me esquecido de nenhum festejo ou hábito local. Pois são inúmeros, que seria difícil citá-los, ou recordá-los.
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Ainda vejo nesta Várzea, aquela Várzea. Ainda vejo nesta Várzea, a essência daquela Várzea.
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Várzea é em essência, a Cidade da Cultura. Talvez tenha-se perdido a engrenagem do folclore e o ímpeto do festejo em alguns momentos.
Adriano de Alexandria Editor

sábado, 31 de agosto de 2013

33ª Semana da Cultura: a tradição resiste


Parece-me calamitosa a situação que é levada há anos a fio em Várzea, com relação à realização do evento cultural “Semana da Cultura”. Claro que há ressalva sobre as realizações do festejo antes do período político.
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O que vimos nesta 33ª edição foi o esvaziamento da mesma. Alguns eventos tradicionais como a corrida de jegue e o ciclismo que fora marcado para sexta-feira dia 30/08, não ocorrera devido à falta de organização e preparo.

No dia 31/08, onde ocorrera a corrida pedestre, notadamente tínhamos algo improvisado, onde não havia seque prêmio de incentivo aos atletas participantes de fora da localidade (minguava o número de participantes).
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Notadamente, essa Semana da Cultura não é mais aquela que lotava a quadra de esporte da Escola Dom Joaquim, nos épicos torneios de Vôlei. Esta Semana da Cultura que está aí, não parece aquela que trazia dezenas de corredores e ciclista, e seus atletas com seus jegues (entre outros eventos marcantes).
Com tantos agouros e mazelas, anos a fio temos sentido o esvaziamento da Semana da Cultura.
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O que dizer sobre governantes que não acham necessários os incentivos a eventos coletivos, que envolve toda uma cidade, o que pensar sobre a falta de sensibilidade dos governantes, que não querem gastar com cultura e esporte e lazer. Será falta preparo, para captar recursos para um evento tão belo, ou falta preparo para realiza-lo.
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Várzea a cidade da Cultura do Esporte e lazer, quiçá.
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*Ouça o áudio do atleta que desistiu após ser informado sobre não ter prêmios, para os participantes de fora da cidade.
https://soundcloud.com/adriano-alexandria-oliveira/atletadenovacruz
Adriano de Alexandria Editor

terça-feira, 30 de julho de 2013

Do boiada Bar ao Descaso.


Prefeitura ignora o Parque de Vaquejada local.


O nosso bom e velho Parque Municipal de Vaquejada já teve dias áureos, orgulhava os varzeanos e agitava a pacata cidade, com os famosos bolões e festas.
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Na minha mente nada marcava tanto do que imaginar o que ocorria no famoso Boiada Bar, o entra e sai dos vaqueiros e transeuntes, obviamente proibido a entrada das crianças no local, o local já não é o mesmo.
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É óbvio que o povo não esqueceu os eventos que agitavam essa pacata cidade "cidade da cultura", pois vaquejada é esporte é também cultura.
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Segundo informações obtidas fazem mais de três anos que não ocorrem eventos. A Gestão atual que não sabia da importância* da Semana da Cultura também não reconhece na cultura varzeana a importância da vaquejada.
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*Na sua primeira gestão o prefeito local disse no discurso da abertura da Semana da Cultura, que não sabia que era importante para o Povo Varzeano a afamada Semana da Cultura.
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Vídeo que mostra a situação do Parque de Vaquejada local: http://www.youtube.com/watch?v=Z_kcPnG73-Q
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Fotos: https://www.facebook.com/media/set/?set=oa.150076728519246&type=1

 

Adriano de Alexandria Editor

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Matadouro Público de Várzea/RN está fechado a quase um ano fechado


Transporte de carne atualmente utilizado para trazer a carne abatida em outra cidade
Matadouro Público de Várzea/RN há quase um ano fechado, Matadouro de Várzea foi interditado em 12 de julho de 2012.

Já se passaram um ano e o problema continua sem solução, o matadouro público do município de Várzea/RN foi fechado na quinta-feira, 12 de julho de 2012, o prédio teria sido interditado por não atender aos padrões exigidos pelo órgão fiscalizador.
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Após o ocorrido os marchantes do município continuam se deslocando para o matadouro do vizinho município de Jundiá/RN, a cerca de 8 km de distância, para realizarem o abate de animais.
No matadouro de Várzea todo fim de semana eram abatidos animais e vendidos no mercado público da cidade.

Com informações dos sites VNTonline e Os Amigos da Onça.

VNT: http://www.vntonline.com.br/matadouro-publico-de-varzearn-ha-um-ano-fechado/

OS amigos da Onça: http://www.osamigosdaonca.com.br/2013/01/matadouro-publico-de-varzearn-ha-seis.html

1 - Segundo o que evidenciei, ainda não temos nenhuma nota da prefeitura sobre as medidas que serão tomadas para reabertura do local.

2 - Não vi nenhuma sinalização das parte que deveriam cobrar do poder legislativo local, composto pelos vereadores.
Adriano de Alexandria Editor